quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Doenças na África

As doenças na África causam polêmicas infinitas por todo o mundo. Sabemos que elas não são um problema exclusivamente de saúde, elas estão associadas a outros setores sociais. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o coreano Wook Jong-Lee, criticou a "lentidão" dos líderes mundiais no combate às doenças na África.
Uma das princincipais doenças na África é a AIDS que é vista atualmente como uma ameaça ao continente africano, é uma tragédia sem previsões que assola grande parte dos países, pois diminui suas taxas de natalidade.
O governo do Quênia, diante do flagelo provocado pela doença, sugeriu de forma ingênua que a população deixasse de fazer sexo por um período de dois anos. Segundo o governo, esse tempo serviria para diminuir a expansão do vírus, já que entre a população de 30 milhões de habitantes, 3 milhões estão infectados.
Outra doença que assola a África é a fome crônica, que em 2002 (ás vesperas da RIO+10), a ONU alertava que cerca de 13 milhões de pessoas no sul da África corriam o risco de morrer.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Apartheid

Uma das marcas dos colonizadores europeus no continente africano foi o apartheid (separação). Foi um regime de separação étnica, onde negros não poderiam frequentar os mesmos lugares que os brancos. As ideias de superioridade racial do branco europeu sobre os povos africanos foram impostas para justificar as estratégias de tomar as terras, riquezas e, de certa forma, escravizar o povo africano.

(Apenas brancos)


Apesar do apartheid existir na pratica desde 1910, foi oficializado apenas em 1948. No regime do apartheid o governo era controlado pelos brancos de origem européia (holandeses e ingleses), que criavam leis e governavam apenas para os interesses dos brancos. Aos negros eram impostas várias leis, regras e sistemas de controles sociais. 
Podemos citar algumas das principais leis do apartheid:
      - Proibição de casamentos entre brancos e negros;
      - Obrigação de declaração de registro de cor para todos sul-africanos (branco, negro ou mestiço);
      - Proibição de negros no uso de determinadas instalações públicas (bebedouros, banheiros públicos);
      - Criação de um sistema diferenciado de educação para as crianças negras.
Em 1959, com o ato de autogoverno, o apartheid alcançou o sua plenitude quando sua população negra ficou relegada a pequenos territórios marginais, autônomos e privados da cidadania sul africana. Em 1960, a África do Sul foi excluída da Commonwealth (Comunidade das Nações). Em 1972, a África do Sul foi excluída dos Jogos Olímpicos de Munique, perante a ameaça de boicote geral dos países africanos. Finalmente, em 1977, o regime sul africano foi oficialmente condenado pela comunidade ocidental e submetido a um embargo de armas e material militar.
 Durante a Guerra Fria, o regime racista foi visto como um muro de contenção à expansão do comunismo na África. O fim da Guerra Fria precipitou o fim do apartheid. O presidente Frederik de Klerk, depois de várias negociações com os representantes das diversas comunidades étnicas do país, pôs fim ao regime racista em junho de 1991. Daí em diante, a população negra recuperou seus direitos civis e políticos.
O processo culminou com a chegada de Nelson Mandela, mítico militante anti-apartheid que tinha passado 27 anos na prisão, à presidência da República da África do Sul.


Nelson Mandela






Dica de filmes: 


África Subsaariana


Denomina-se África subsaariana a região que contêm os países africanos situados ao sul do deserto do Saara. A região apresenta o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) do mundo , caraterizado pela fome e pela pobreza, nesta parte da África estão localizados os 33 países mais pobres do mundo, maios de 30% da população sofre de fome crônica. A expectativa de vida não ultrapassa os 47 anos, o índice de alfabetização de adultos atinge 63%, e o nível de escolaridade chega a 44%.
A África subsaariana é a região mais afetada pelo HIV, nos últimos anos, numa faixa de terra que vai desde a África Ocidental até o Oceano Índico. Hoje existem mais de 35 milhões de órfãos na África sub-saariana, calcula-se que, destes, aproximadamente 11 milhões são órfãos pelo fato de seus pais terem morrido em decorrência de doenças causadas pelo vírus HIV.
Um dos grandes problemas da região foi a divisão política arbitrária feita pelos seus colonizadores europeus, que colocaram dentro das mesmas fronteiras etnias rivais ou separaram grupos étnicos em territorios diferentes. Devido a essa politica ocorrem diversos conflitos étnicos até hoje no continente.




Região Subsaariana