Uma das marcas dos colonizadores europeus no continente africano foi o apartheid (separação). Foi um regime de separação étnica, onde negros não poderiam frequentar os mesmos lugares que os brancos. As ideias de superioridade racial do branco europeu sobre os povos africanos foram impostas para justificar as estratégias de tomar as terras, riquezas e, de certa forma, escravizar o povo africano.
(Apenas brancos)
Apesar do apartheid existir na pratica desde 1910, foi oficializado apenas em 1948. No regime do apartheid o governo era controlado pelos brancos de origem européia (holandeses e ingleses), que criavam leis e governavam apenas para os interesses dos brancos. Aos negros eram impostas várias leis, regras e sistemas de controles sociais.
Podemos citar algumas das principais leis do apartheid:
- Proibição de casamentos entre brancos e negros;
- Obrigação de declaração de registro de cor para todos sul-africanos (branco, negro ou mestiço);
- Proibição de negros no uso de determinadas instalações públicas (bebedouros, banheiros públicos);
- Criação de um sistema diferenciado de educação para as crianças negras.
Em 1959, com o ato de autogoverno, o apartheid alcançou o sua plenitude quando sua população negra ficou relegada a pequenos territórios marginais, autônomos e privados da cidadania sul africana. Em 1960, a África do Sul foi excluída da Commonwealth (Comunidade das Nações). Em 1972, a África do Sul foi excluída dos Jogos Olímpicos de Munique, perante a ameaça de boicote geral dos países africanos. Finalmente, em 1977, o regime sul africano foi oficialmente condenado pela comunidade ocidental e submetido a um embargo de armas e material militar.
Durante a Guerra Fria, o regime racista foi visto como um muro de contenção à expansão do comunismo na África. O fim da Guerra Fria precipitou o fim do apartheid. O presidente Frederik de Klerk, depois de várias negociações com os representantes das diversas comunidades étnicas do país, pôs fim ao regime racista em junho de 1991. Daí em diante, a população negra recuperou seus direitos civis e políticos.
O processo culminou com a chegada de Nelson Mandela, mítico militante anti-apartheid que tinha passado 27 anos na prisão, à presidência da República da África do Sul.
Nelson Mandela